Até o dia 19 de março, arquitetos e arquitetas de todo o Brasil poderão se inscrever no Concurso Nacional de Ideias de Arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI) – uma iniciativa pioneira do Ministério das Mulheres em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), por meio do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território (LAB Mulheres/FAU-UnB), e organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF).
O concurso convida profissionais da arquitetura e urbanismo a desenvolverem propostas em nível de Estudo Preliminar, com foco em soluções arquitetônicas sensíveis, culturalmente orientadas e adaptadas aos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Premiação e contratação
A proposta vencedora garantirá um contrato com a Finatec para o desenvolvimento dos Projetos Executivos, no valor de R$ 772.869,47. Além disso, o segundo e terceiro lugares receberão, respectivamente, prêmios de R$ 30.000,00 e R$ 15.000,00.
Composição das equipes: inclusão e diversidade como diretriz
Para assegurar projetos que respeitem as especificidades culturais dos povos originários, o edital exige:
– Profissional com registro ativo no CAU
– Ao menos uma consultora indígena com formação em qualquer área na equipe
Arquitetura com escuta ativa e base territorial
A criação da CAMI parte de uma escuta qualificada. O LAB Mulheres, em parceria com o Ministério das Mulheres e a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), realizou oficinas com mulheres indígenas de diversas regiões do país para construir coletivamente o programa de necessidades.
“É uma honra para o IAB-DF participar da criação de um equipamento público tão necessário, que será um marco para as mulheres e para os povos originários”, afirma Luiza Dias Coelho, arquiteta e integrante da comissão organizadora.
Pesquisa acadêmica e impacto social
O concurso integra um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Ministério das Mulheres e a UnB, com produção acadêmica inédita sobre arquitetura, gênero e territórios indígenas. A iniciativa visa responder ao preocupante cenário de violência contra mulheres indígenas – segundo o Cimi, 29 mulheres indígenas foram assassinadas em 2023, além de dezenas de casos de violência sexual e tentativas de feminicídio.
Informações importantes
Inscrições: até 19 de março
Envio das propostas: até 31 de março
Edital: https://concursocami.org.br