IAB RJ participa do lançamento dos novos Comitês Gestores do Patrimônio Mundial e do Programa Centro Vivo

O Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RJ) participou, na manhã desta terça-feira, 31 de março, do lançamento dos novos Comitês Gestores do Patrimônio Mundial Cultural no Brasil e do Programa Centro Vivo. O evento foi realizado no Auditório Heloísa Alberto Torres, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

O IAB RJ é um dos representantes do Comitê Gestor do sítio Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar. Além do Departamento, o grupo é formado por 17 representantes governamentais e outros 9 da sociedade civil organizada. O comitê é responsável por planejar, monitorar e promover a preservação e o desenvolvimento sustentável desses territórios.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a gestão compartilhada dos sítios brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial Cultural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), ampliando a participação de diferentes atores na preservação desses territórios.

De acordo com o presidente do Iphan, Leandro Grass, o fortalecimento dessas instâncias está diretamente ligado à prática democrática. “Trazer as pessoas para decidirem junto é uma decisão política. Construir juntos exige tempo, empatia e capacidade de escuta. E é isso que sustenta a democracia”, afirmou. Ele também destacou que o patrimônio cultural deve ser compreendido como vetor de desenvolvimento. “Os bens culturais são a expressão viva do povo brasileiro. Patrimônio cultural é sinônimo de vida, de desenvolvimento — e não de atraso”, completou.

Para a presidente do IAB RJ, Marcela Abla, a iniciativa representa um avanço relevante na consolidação de políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio cultural. “A criação dos comitês gestores fortalece uma lógica de governança compartilhada que é essencial para lidar com a complexidade desses territórios. Preservar o patrimônio é, também, projetar o futuro, articulando cultura, cidade e desenvolvimento de forma integrada”, destacou. Ainda segundo Marcela, a iniciativa fortalece a participação nos territórios, estabelecendo uma política de estado sólida para conservação dos sítios do patrimônio mundial da UNESCO.

O patrimônio cultural mundial reúne monumentos, conjuntos urbanos, paisagens e sítios arqueológicos de valor excepcional para a memória, a identidade e a diversidade cultural. Atualmente, o Brasil possui 15 sítios culturais inscritos na lista do Patrimônio Mundial, além de um sítio misto — Paraty e Ilha Grande (RJ), reconhecido por sua relevância cultural e natural.

Programa Centro Vivo

Além da apresentação dos Comitês Gestores, o evento marcou o lançamento do Programa Centro Vivo, iniciativa do Iphan voltada à reabilitação urbana, à dinamização econômica e à gestão integrada dos sítios históricos brasileiros.

“Trata-se de um programa construído a várias mãos dentro do Governo Federal, a partir de uma compreensão acumulada sobre os desafios do nosso patrimônio tombado”, explicou o diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Intersetoriais do Iphan (Daei), Daniel Sombra, coordenador do programa.

Mais do que intervenções físicas, a proposta busca promover a ocupação contínua e sustentável desses territórios, estimulando a atividade econômica, o turismo e o fortalecimento da chamada economia do patrimônio. Nesta primeira fase, o programa prevê apoio técnico aos comitês locais, capacitação de equipes municipais e articulação com outras políticas públicas e parceiros institucionais.

“A iniciativa se consolida como uma estratégia nacional integrada, que conecta patrimônio, desenvolvimento urbano, habitação, turismo, cultura e inclusão social”, concluiu Sombra.

* Com informações da Assessoria de Imprensa do Iphan

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