Dia da Favela

Celebramos ontem, 4 de novembro, o Dia da Favela. A data é um chamado contra a negligência persistente ao direito fundamental à moradia digna. De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, 1.702.073 pessoas vivem em favelas ou assentamentos precários na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Este número é um retrato da nossa dívida social, resultado da ausência histórica de políticas habitacionais que obrigaram a população marginalizada à autoconstrução.

São justamente políticas de urbanização de favelas e de moradia que o IAB RJ historicamente defende e cobra, tendo como marco o Seminário Nacional de Habitação Social de 1963, em Quitandinha.

Apesar das adversidades, as comunidades simbolizam a força e a resiliência de uma parcela significativa da população que, mesmo sem seus direitos plenamente garantidos, constrói seu espaço, gera emprego e produz cultura.

Hoje, prestamos nossa homenagem às entidades, coletivos e profissionais que, assim como nós, lutam pelo direito à moradia. Reafirmamos nosso compromisso com uma arquitetura e um urbanismo que não segregam, mas atuam como instrumentos de reparação histórica, garantindo que o morador de favela tenha, de fato, seus direitos reconhecidos e respeitados.

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