IAB RJ participa da retomada da Conferência Nacional das Cidades e defende fortalecimento da agenda urbana

Representantes do IAB RJ acompanharam, na terça-feira, 25 de fevereiro, a abertura da Conferência Nacional das Cidades, em Brasília. Suspenso desde 2016, o encontro volta ao calendário em um momento decisivo, com o país diante do desafio de retomar políticas públicas urbanas e reorganizar o planejamento das cidades.

Convocada pelo Ministério das Cidades, a conferência é resultado de um processo que começou nos municípios, passou pelos estados e agora reúne, em nível nacional, gestores públicos, entidades profissionais e movimentos sociais. O objetivo é reconstruir um espaço de escuta e formulação coletiva em temas que impactam diretamente a vida urbana, como habitação, saneamento, mobilidade e ordenamento territorial.

Para a presidente do IAB RJ e vice-presidente região sudeste do IAB, Marcela Abla, o retorno da conferência representa mais do que a realização de um evento institucional. “A cidade não pode ser pensada sem a participação de quem vive nela. O planejamento urbano precisa refletir as realidades concretas do território e garantir direitos fundamentais, como o acesso à moradia digna”, afirmou.

O IAB teve papel ativo na construção da agenda urbana brasileira nas últimas décadas, incluindo contribuições importantes ao Estatuto da Cidade, marco que consolidou instrumentos de planejamento e gestão democrática. Para a entidade, a conferência volta a cumprir uma função essencial: aproximar técnica, política pública e participação social.

A cerimônia também homenageou o arquiteto Jeferson Salazar, ex-presidente da Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) e do Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio de Janeiro (Sarj). Sua trajetória esteve ligada à defesa da profissão e ao fortalecimento da participação social nas decisões sobre o território.

Ao longo dos próximos dias, os debates devem consolidar propostas para orientar a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. Mais do que diretrizes técnicas, o que está em discussão é o papel do planejamento na redução das desigualdades e na construção de cidades mais equilibradas — um tema que, depois de anos de paralisação institucional, volta ao centro da agenda pública.

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